Tomi és Boti

Dedicarei este post aos meus vizinhos de quarto durante todo o tempo que estive na Hungria.

Ficamos amigos logo de cara, assim que Boti descobriu que eu tinha chocolates e pirulitos na minha bolsa.

Tomi gostou dos presentes que levei de Fortaleza.

Nossos diálogos eram mais ou menos assim:

Eu chegava em casa, e Boti me pedia sorridente:

– Renata, Transformers? 

Ele queria brincar ou assistir vídeos no meu computador.

– Puszi! Eu pedia. 

Ele me dava dois beijinhos esperançosos e eu respondia:

– Transformers nem! Eu nunca gostei de transformes.

Ah gente ficou fã mesmo foi do Pingu! Pra Pingu eu sempre respondia “Igen!” Agradava todos! Ainda mais por não ter fala… Nem inglês, nem português, nem húngaro! E ainda cantávamos juntos: “Pi pi pi pi Pingu! Pingu!”

Tomi é um pequeno homenzinho, apenas 5 anos, joga xadrez e tentava conversar comigo em inglês, mesmo que só dissesse “I don’t know”.

Boti é um grande bebezão, gosta de comer com as mãos, faz manha e usa fraldas, com apenas 3 anos tem o mesmo tamanho do irmão mais velho.

Antes de dormir um episódio de Pat & Mat sempre caia bem.

O esconderijo preferido deles era embaixo da minha cama.

Esse foi um dia que Boti dormiu a tarde inteira nessa posição… Que fofo!

As vezes ele me enlouqueciam com a bagunça que faziam no meu quarto ou quando pegavam minha maquiagem pra brincar. Por isso tive que aprender algumas palavras em húngaro como: “Kérem, ne csináld, jó?

E com um simples “Jó?” ou “Kérem…” eles obedeciam… (ou não).

Às vezes eles também obedeciam a voz do Google tradutor.

Hoje, na Polônia, meus vizinhos de quarto são uns 20 anos mais velhos que eles.

Tem um que é a cara do Joker quando dá uma risadinha…

Summary and New Journey

Queridas amigas,

fiz este blog pra vocês, eu iria comentar os acontecidos da vida e não acumular muita história, poupar seus ouvidos quando eu chegasse! Me deixar pertinho de vocês e vocês pertinho de mim.

Mas não durou muito tempo! Foi só chegar o feriado de natal, quando viajei durante 10 dias, que parei de escrever. Um simples motivo:  Aconteceram tantas coisas que eu não sabia como resumir pra vocês!

Ter chegado na Polônia sozinha, na minha primeira longa viagem de trem, Ter visto uma Varsóvia linda e nunca imaginada.

Ter passado o natal na ceia de padres poloneses numa mesa que cabia 50 pessoas. (a foto é da missa de meia-noite depois da ceia)

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Ter conhecido a linda Praga, que como todos, só consigo elogiá-la de linda.

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Estar no réveillon de Praga e ter conhecido pessoas maravilhosas!

(Bem, acho que resumi minha viagem de natal e ano novo)

 

 

No mês de Janeiro eu vivi Budapeste!

É diferente de vivi em Budapeste ou estive em Budapeste.

Andar no ritmo da cidade, dormi no trem, beber cerveja de 200 forints, decorar todas as estações de metrô e horários dos trens, se acostumar com o clima, correr pra não perder um trem, sentir calor com 10C, achar a língua húngara familiar mesmo sem entender uma frase completa, viver na rotina da casa que moro, conversar com as crianças que só falam húngaro, vibrar quando o almoço é batata e não sopa, tomar só um banho por dia, sair pra balada a -5C, se vestir como húngara, achar que Magyarország é normal e Hungary é estranho. 

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E se sentir em casa sempre que chegar de alguma viagem.

 

Sim, fiz algumas viagens em Janeiro, com brasileiros amáveis que conheci e convivi em Budapeste!

Fui pra Bratislava naquela: com pessoas legais todo lugar é lugar! Bratislava não tem muito que fazer… É meio conhecida com o destino dos viajantes sem destino (eu que inventei isso, mas tem um fundo de verdade).

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Fui pra Viena com a Amanda, minha irmã gêmea da Polônia, fui visitar a imperatriz Sissi, mas quem me deu abrigo foi o Chris, ele e seu pai são uns amores! E a cidade tem algo de chique na sua atmosfera (visto que é a capital com o ar mais puro do mundo, segundo o Chris. Respirei um bocado pra garantir uns aninhos a mais de vida)!

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Em fevereiro, muito brasileiros foram embora de Budapeste, como a Gabi, mas alguns continuaram, como eu. E viajamos para capital da Croácia, Zagreb, eu realmente acho que deve haver uma cidade bem bonita embaixo de toda aquela neve! 

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Foram dias de intenso frio e agradáveis companhias!

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Com o passar dos dias, fevereiro se tornou solitário e bucólico, tive que saudar sozinha os primeiros passarinhos da primavera (não se engane, ainda está muito frio), 

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tive meus melhores passeios húngaros sozinha, o que de certa forma me deu uma satisfação imensa.

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Nos meus últimos dia em Dunakeszi me despedi dos alunos da escola, é uma satisfação imensa ter um trabalho concluído, e quando se é professor, a satisfação parece triplicar! Queria falar muitas coisas pra eles, mas resumi num köszönöm szépen

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E agora cá estou eu, em um trem noturno, atravessando o leste europeu novamente, desta vez com a vida inteira em duas pesadas malas.

Dei adeus à família que me hospedou por todos esses 89 dias, sai de Gyártelep, cheguei em Nyugati pela última vez, troquei de linha de metrô na Deák para chegar em Keleti Palyuadvar. Entrei no trem e liguei o computador para escrever um pouco para vocês… Só irei postar amanhã, no meu 90º dia de viagem, que espero ter internet.

O 90º dia, a principio, era o dia de voltar pro Brasil.

Mas agora, sobre o meu 90º dia não sei de muita coisa. Chegarei em Cracóvia (a tão falada cidade mais linda da Polônia), levo um mapa na bolsa e um plano de aula no computador.

                                                              Agora me falem de vocês!                

 Saudades,

Tita.

 

Christmas at school

Antes do holidaaay teve a celebração do natal na escola em que eu trabalho, as crianças fizeram uma apresentação linda com flautas, coral, e teatro:

Após isso, os professores se reuniram na sala dos professores para uma pequena confraternização. Logo no início, a diretora (que é uma amor de pessoa) falou, falou em húngaro e só depois de um tempo que eu fui perceber que ela estava falando de mim! (Ainda não sei o que foi :S) Sei que em seguida ela me entregou esse presente (um livro sobre a Hungria), a cestinha com esses bombons típicos de natal e uma garrafa de champagne estavam na minha mesa mesa da Eszter quando eu cheguei:

E a dedicatória do livro:

Também ganhei esses biscoitinhos típicos de natal (esqueço as palavras em húngaro) das alunas e esses anjinhos de crochê:

Eszter, eu e os outros professores:

A nova decoração do meu quarto:

finally a monthly card

Budapeste é um lugar muito fácil de se locomover… Tem três linhas de metro (azul, vermelha e amarela), ônibus e o bonde amarelinho nas principais avenidas…

Estou na fase vivendo e aprendendo! Como eu não trabalho por lá, eu moro e trabalho em Dunakeszi, as pessoas (tanto da AIESEC como da casa onde eu moro) disseram que não valia a pena eu comprar o cartão mensal que posso andar por toda a cidade em qualquer transporte (por 3700 ft que é como R$ 37,00 na nossa conversão rápida). Só que cada vez que eu pego um metro, eu compro uma passagem de 320 ft! Imagina que quando eu tô lá, eu pego um milhão de transportes quando estou no centro, ou atravessar a cidade em pouco tempo… Fora que pra ir de Dunakeszi pra Budapeste eu tenho que pagar 730 ft (com volta). Amanhã mesmo vou comprar os dois cartões mensais, o pra ir pra Budapeste e o pra andar por lá! Single Tickets never more!

O que aprendi com isso? Que é melhor fazer as coisas por conta própria do que somente escutar os outros aqui… Fiquei indignada com o quanto que eu gastei de passagem podendo ter comprados cartões mensais antes! Fora o horário do trem que vem pra minha cidade (23 minutos de Budapeste) me disseram que não tinha trem a noite, mas uma menina muito simpática que estava no trem hoje tentou me dizer no seu inglês precário que tem trem até 12:48 da noite e começa de novo 4:48 da manhã. Eu fiquei indignadamente feliz, antes achava que só tinha até 11 horas 😡

Nos próximos posts explicarei o porque de tanta vontade de ir sempre pra Budapeste (dica: puuubs!)

Wecolme Party

Ontem, o meu CL (Comitê Local da AIESEC), organizou a Wecolme Party pros novos trainees. Que são: uma chinesa, outra chinesa que vive na Nova Zelândia, um grego e eu 🙂 Pena que eu não tenho fotos de todos… Cada um se apresentou e falou do seu país.

Depois fomos pra um barzinho, e CLARO o pessoal da AIESEC providenciou uma dose de Pálinka pra cada um (Pálinka é a cachaça daqui). Não consegui beber a minha… Achei bem mais forte que cachaça, e acho que aqui não tem Pálinka Red Fruits…

Minha dose
Eu preferi ficar na velha e boa cerveja, como a maioria das pessoas lá… A marca foi indicação da Vivien, minha buddy. A única marca que eu conhecia no cardápio era Stella Artois, e era bem mais cara.

Meu copinho quase vazio

Minha buddy Vivien e eu

Timó, eu, Vivien e Akos indo embora…

P.S.: Olha só o que tinha na estante de livros de um menino da AIESEC:

a nossa amiga Isaura!
hehe

Primeira ida a Budapeste

Ontem eu não fui trabalhar (excepcionalmente), fui à Budapeste conhecer e passear,  eu e Eszter fomos de trem (30 minutos), eu acho que aprendi a usá-lo. Fui a um shopping do lado da estação, comprei um pó (aqui tem MAC, meninas!) e um casaco (purple XD). Achei bom, porque tem o mesmo pó na sacks por R$ 111,00 e eu comprei por mais ou menos R$ 53,00.

Vi um teatro naquele estilo que antigamente as pessoas ricas iam de carruagem…

Este café é ao lado do teatro, onde os atores iam após os espetáculos (ou ainda vão…)

Conheci o Rio Danúbio e andei pela avenida… As pessoas são iguais ao Brasil (maybe), tem cigana na rua querendo ler a nossa mão, tem gente andando com cachorro na rua, tem mocinhas do Greenpeace fazendo cadastros, e tem MC Donalds, of course! 

Com direito a vento na cara e tudo!

Szia!

Monday is monday always

Acordei atrasada para ir a escola. Fiz tudo rapinho e deixei pra tomar café da manhã lá.

Fui a pé, é um quarteirão da minha casa, um quarteirão sofrido de frio… E ainda nem tem neve. Quando cheguei fui a sala da diretora, ela é muito simpática, e me lembrou a minha mãe pelo seu cargo na escola, e antes de eu pensar nisso, ela me disse que eu não deixasse que falar com minha mãe quando estivesse aqui, porque ela tem uma filha também e sabe a minha se sente… Fui a sala dos professores, cada um com sua mesa, pela mesa de cada dava pra saber a matéria, mas mesmo assim eu perguntava. Agora tentem adivinhar qual matéria da professora que tinha esse papel em sua mesa… 😀

O professor de matemática me perguntou sobre futebol, as professoras de inglês adoraram falar inglês comigo, e uma até me aproveitou pra falar o seu italiano enferrujado… Ok, I understand everybody… Menos a muléstia desse Húngaro! Mas foi necessário aprender “obrigado” em húngaro (köszönöm) para falar com as mulheres da cozinha da escola.

1ª aula, 2ª e 3ª… Falei sobre mim. Os alunos entenderam e me perguntaram coisas como: The Rio de Janeiro is dangerous? Is there pubs in Fortaleza? Do you like of pizza? Do you have boyfriend?

A tarde fui ao shopping com a Eszter, troquei meu dinheiro e comprei um chip pro meu celular. O dinheiro aqui é o Forint, 300 deles vale 1 euro.

Fui a lojas de sapatos e fiquei com medo de comprar coisas porque não tinha noção do que era caro e barato, e estava com Eszter, que pareceu adorar bater perna no shopping comigo, ela gosta de pesquisar preços e é muito seletiva em suas compras… Nessa história toda eu só comprei uma meia preta 🙂 Foi 790 forints, pechincha!

E por último, este é meu quarto e esta é minha meia preta… Gostaram?

Primeiramente

Começando. Primeiro comentário é que parauma pessoa que fala pelos cotovelos como eu: Foi agoniante ficar uma final de semana inteiro sem falar com ninguém.

Foi um fim de semana de aeroportos. Mas sem dúvida, o que eu estaria lá até agora é o de Amsterdam… Trocaria a Hungria inteira por uma lojinha qualquer lá… Nem entrei em nenhuma loja, porque decidiria comprar 1 milhão de coisas e precisava achar o portão de embarque. Depois que achei, entrei em uma loja normal de coisas holandesas, o homem do caixa me explicou como era o wi-fi do aeroporto e falei com Mainha… Foi ai que me dei conta que eu era a única brasileira por perto. Daí eu comecei a me sentir normal e parar de ter vergonha do travesseiro de avião com a bandeira do Brasil que Malu me emprestou.

Quis muito ficar na Holanda, mas infelizmente ainda tinha um vôo pra Hungria. Ok.

Cheguei no aeroporto de Budapeste e tive certeza, eu sou a unica estrangeira aqui, ou pelo menos a única americana. Aquelas pessoas não deviam saber nem o que é Brasil. Tipo alguém da Hungria chegar no Pinto Martins. :X

Vivien e outro menino da Aiesec me pegaram no aeroporto e me trouxeram pra Dunakeszi, fizemos um caminho em Budapeste mais longo para eu ver o Danúbio. Gostei mesmo foi da cidadezinha, me senti em casa já que sabia o caminho que decorei olhando no Google Maps. Muito frio, escuro e ninguém na rua. Estilo Rua dos Alfeneiros. HP’s fans entenderão. 

A casa da Eszter é pequena e muito organizada. As crianças são uns amores, falam o meu nome o tempo todo, nem elas nem o pai falam inglês, só a mãe.

Eu tenho um quarto, o banheiro é pra todos e o frio lá fora não é legal.